terça-feira, 29 de dezembro de 2015

À PROCURA DO AMOR


À Procura do Amor

Looking for Love in all the Wrong Places
Deirdre Savoy

Se ao menos ela soubesse onde encontrar o amor...
A vida de Liza vai de mal a pior. Num curto período de tempo ela perdeu o emprego, a casa e o noivo. E para piorar, a única pessoa que pode ajudá-la a encontrar seu verdadeiro pai é o último homem do mundo que ela gostaria de ver pela frente...
Jim Fitzgerald tem motivos para ajudar Liza. Mas o destino arma mais uma das suas armadilhas, e além de descobrir que o pai está longe de ser o modelo de devoção paternal que ela imaginou, há alguém que pretende se vingar dele através de Liza. Conseguirá Jim mantê-la a salvo por tempo suficiente para convencê-la de que a única coisa verdadeira e que de fato vale a pena em meio a tantos tropeços é o amor que ele tem para oferecer?...


Prólogo

25 de agosto de 1999

Liza Morrow não foi acordada por seu despertador, como de há¬bito, mas pelo som insistente e agudo do alarme de fumaça no corredor. Sonolenta, mas alerta o suficiente para detectar o cheiro cáustico de fumaça, ela saiu da cama, calçou os chinelos, vestiu a capa de chuva como proteção contra o ar frio da noite e começou a pegar as poucas posses necessárias para levar pela escada de incêndio, tora da janela de seu quarto.
Agarrou a bolsa, o laptop e, por alguma razão desconhecida, um gigantesco urso de pelúcia. Precisava sair de lá.
Chegou à janela, fechou-a atrás de si o melhor possível e começou u descer. Abaixo, uma variedade de luzes faiscando e de sirenes as¬sinalava a chegada dos bombeiros e da polícia. Ao chegar à rua, ela ficou em pé junto com os outros moradores do edifício, fitando os rolos de fumaça preta que escapavam de um dos lados do prédio. As chamas brilhantes contra o céu noturno lambiam as janelas do apar¬tamento do segundo andar e, em menor grau, as janelas do andar acima.
Enquanto estava olhando o prédio, ouviu uma vizinha dizer que todos haviam escapado. Uma estranha sensação de alívio a invadiu. Essa era a terceira coisa ruim que lhe acontecia nos últimos tempos. Se a má sorte vinha em três, sua lista estava completa.'
Duas semanas atrás, perdera seu trabalho na agência de empregos Trabalho para Mulheres. Dois dias antes, na manhã do casamento de sua amiga Jackie, seu noivo, Ryan, rompera o compromisso entre eles. E agora seu apartamento estava sendo reduzido a cinzas.
De repente, sentiu a gravidade de sua situação. Para ser honesta, não estava demasiado triste por perder o noivo, mas lamentava pelo emprego. Sentia falta da camaradagem de suas colegas e de saber que seu trabalho fazia diferença para outras pessoas. Mas seu lar? Tudo o que ela possuía estava naquele apartamento. Tudo o que a mãe lhe deixara.
Era demais, em particular depois de ela ter ouvido a conversa de dois bombeiros mencionando a possibilidade de a origem do fogo ter sido provocada. Podia aceitar perder tudo o que possuía por acidente. Mas por um incêndio proposital? Como lidar com isso? Sua única esperança era de que os bombeiros apagassem o fogo antes que al-cança seu lado do prédio.
Um homem de uniforme aproximou-se.
― Você vive no edifício, certo?
O primeiro impulso de Liza foi dar uma resposta insolente. Quem andaria pela vizinhança de camisola e chinelos? Mas decidiu deixar passar.
― Sim.
O policial pediu seu nome e o número de seu apartamento e es¬creveu os dados num papel.
― Tem algum lugar para passar a noite? Se não tiver, estamos acomodando todos num alojamento.
― Não é necessário.
Ela tinha um lugar para ir. Jackie e Mark estavam em lua-de-mel e seu apartamento estava vazio. Não se importariam se ela acampasse lá. Deu o endereço ao policial e o número de seu celular. Iam infor¬má-la quando fosse seguro retornar.
― Está tudo bem, senhorita? ― indagou ele, após anotar todas as informações.
― Estou bem ― respondeu ela. Mas não era verdade. Não estava bem havia muito tempo e isso nada tinha a ver com o noivo ou o trabalho ou até o apartamento. Fazia um ano que não se sentia bem. Desde sua malfadada viagem à Flórida, onde encontrara James Fítzgerald. Toda vez que pensava em vê-lo, algo de ruim lhe acontecia.
Ele lhe trazia azar, era seu próprio demônio pessoal, merecia queimar no inferno. Bem, quase isso. Pelo que Liza sabia, ele voltara à Flórida para ficar. Com alguma sorte, jamais o reveria.
Mas, ao começar a caminhar em busca de um táxi, seus pensamen¬tos se voltaram para um ano atrás...


Capítulo I

Um ano antes

O sol estava começando a se pôr quando Jim parou na frente da casa de seu amigo Paul. Jim havia prometido ver se estava tudo em ordem na casa antes de voltar a Nova York. Estava ansioso para retornar à metrópole. Preocupava-se com as confusões que seu irmão Mark estaria aprontando lá, com a noiva, Jackie. Estava apreensivo pela nova cunhada e receava que Mark enviasse a pobre mulher para um sanatório.
Tudo bem, Mark não era de todo mau, mas devia ser vigiado... para não se atrelar a uma nova versão da primeira esposa. O que Mark vira em Claudia, egoísta e manipuladora, era um mistério. A maioria das pessoas acreditara que Mark se casara por ela estar grávida. Mas nenhuma força na terra ou no céu podia convencer Jim de que a menina era filha de Mark. Este havia amado a criança como se fosse sua, e ficara arrasado quando ela e a mãe haviam morrido num aci¬dente de automóvel.
Mark parecia pronto para voltar à vida e precisava de uma mulher como Jackie para animá-lo e impedi-lo de se afundar no trabalho, como vinha sendo seu estilo de vida desde o acidente. Nas últimas semanas, Jim havia feito o máximo possível para aproximar os dois. E conseguira seu objetivo, embora ainda estivesse preocupado. Por sorte, seu vôo partia pela manhã e ele logo poderia descobrir como andavam as coisas entre o casal.
Jim entrou na casa de estilo espanhol e atirou as chaves sobre a mesa da entrada. A decoração da casa de Paul era similar a seu modo de vida. A maioria da mobília era de vime e quase tudo estava pre¬cisando de conserto. Para ele era mais importante conforto do que estilo.
Jim verificou os dois quartos de dormir. Tudo parecia em ordem. Voltou ao corredor da frente, que levava à cozinha, imaginando se haveria algo apetitoso na geladeira. Eram quase sete horas e ele não havia comido nada desde o café da manhã.
Ao se aproximar da cozinha, percebeu algo escuro no chão, do lado de fora da porta de vidro que levava à área da piscina. Atravessou a cozinha para inspecionar o objeto misterioso. Abriu a porta e parou. O que estava no chão era uma meia-calça preta, e sua dona se divertia na piscina. Se não estava enganado, a moça havia deixado a saia e todo o resto de sua roupa antes de entrar na água.

Um comentário:

  1. Oi boa noite eu gostaria de ler esse livro ..poderia mandar pra mim Thiago.filho634@gmail.com em PDF por favor obrigada..

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