quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CANDIDATA Á NOIVA








Samantha Jagger pensava já ter visto de tudo, até ler aquele anúncio.
Decidiu descobrir o que mães desesperadas estavam procurando...
Uma boa moça... para participar de uma trama para que o filho se casasse.
Samantha imaginou que seria divertido responder ao anúncio e decidiu aceitar a proposta.
Então, conheceu Ben, o sonho de qualquer mulher. Especialmente o dela!


Capítulo Um


"Mãe desesperada procura por boa moça, bem-sucedida, inteligente, não precisa ser necessariamente atraente, 20 a 35 anos, para participar de um jantar em sua casa.
Encontro familiar.
" Samantha Jagger deixou a xícara de café de lado, e pegou o pote chinês no meio da mesa da cozinha.
De um lado do pote, havia um buquê de flores artificiais azuis.
Quando o colocou ali, achou que combinava com o papel de parede creme e azul, entretanto, naquele momento, as flores estavam dividindo o espaço com um monte de canetas e lápis que estragavam sua beleza.
Sam não prestava atenção àqueles detalhes, mas Justin havia comentado uma vez, ou duas, que um pote cheio de canetas não era esteticamente bonito.
Sempre que ele vinha visitá-la, procurava esconder o pote perto da janela.
— Preciso de caneta quando estou na mesa da cozinha — explicara Sam quando Justin reclamara. — Se eu tiver de sair a procura de uma caneta, esquecerei minhas ideias. — Nenhuma delas funciona — retrucou, referindo-se às canetas, não às ideias.
— Não esquece as ideias quando tenta descobrir qual delas ainda possui tinta?
Sam refletiu que ele tinha certa razão.
As duas primeiras canetas que encontrou estavam sem tinta, e o lápis, sem ponta.
Ela deveria ao menos deixar no pote as canetas que funcionassem, como dissera Justin, e jogar as outras no lixo.
No entanto, ela nunca tinha tempo para isso.
O problema era que achava que as canetas poderiam ser muito úteis, mesmo que não tivessem tinta. Mas decidiu que começaria a se organizar naquele dia.
Depois de quatro tentativas, Sam conseguiu encontrar uma caneta com um resto de tinta vermelha, e circulou um anúncio do jornal.
Distraída, recolocou as canetas e o lápis de volta no pote, recostou-se na cadeira, pegou a xícara de café, e pensativa, releu o anúncio.
Sam estava acostumada a escrever histórias extravagantes sobre problemas pessoais em sua coluna na revista, e não demorou a decidir que valia a pena investigar aquele anúncio.
Se fosse apenas uma mulher tentando casar o filho solteirão, ainda assim Sam não se intimidaria, afinal era uma moça solteira e atraente, de vinte e cinco anos, e poderia lidar com a situação.
A mãe se descrevia como "desesperada", portanto, era possível que houvesse sofrido muitas decepções.
Sendo assim, uma a mais não a magoaria tanto.
Era uma bela manhã de outono, e Justin chegaria a qualquer momento, mas ela precisaria apenas escrever algumas palavras.
Sam foi até a escrivaninha e procurou por um papel que sabia estar em alguma parte, mas só encontrou um pequeno bloco.
Pegou também um envelope e voltou para a mesa da cozinha.
Encontrou a caneta vermelha no pote, e escreveu:
"Querida mãe desesperada, vi seu anúncio. Adoro jantares domésticos.
Ligue para mim. Sam."
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